Ao iniciar a leitura dos primeiros capítulos do Evangelho de Jesus segundo escreveu João, iremos nos deparar com um diálogo interessante entre Jesus e um dos líderes dos Judeus, Nicodemus.
Num Contexto histórico interpretativo, veremos que Nicodemus demostra certa fascinação pelo modo de vida e, porque não dizer, pela doutrina/prática espiritual de Jesus.
Certamente ele via em Jesus uma perfeita sintonia entre o discurso e a vida, as palavras e as atitudes e isso lhe trazia admiração, pois Jesus realmente agia como pregava, e por isso, dava muitos frutos.
Podemos em contraponto supor que havia também certo cansaço ou desilusão com a religiosidade morta, cheia de regras, rotineira e vazia que ele vivia.
Crer em um Deus engessado pelas práticas da religião e depois ver que existe algo além disso (uma interação entre Deus e os homens) deve ter sido a razão que levou Nicodemus a procurar por Jesus.
Outro ponto interessante que deve ser ressaltado é o fato de Nicodemus ter ido falar com Jesus à noite, talvez por temer retaliações por parte do povo, dos fariseus ou dos outros sacerdotes.
Mas esse medo ou cautela não era maior do que a sede por conhecer o Deus Vivo que Aquele Rabi Nazareno tanto falava, honrava e demonstrava em sinais e milagres.
Ele demostra isso claramente em suas palavras, que em uma releitura prática deveriam dizer: "Nós sabemos que você veio de Deus, pois vemos que você não apenas fala Dele, mas seus atos e os sinais e milagres que você opera, demostram que Ele está contigo."
Jesus Sabia que Nicodemus sentia em seu coração o desejo de viver a fé desta maneira e por isso, disse que para ver o reino de Deus era necessário nascer de novo.
Esse termo não foi entendido por Nicodemus, pois ele não associou o novo nascimento com o Nascer de Deus (no Mundo Espiritual), mas sim o nascer no mundo natural.
Jesus então explica que o nascer natural (da carne) nos torna seres humanos, mas o nascer do Espírito, gera seres espirituais, os filhos de Deus.
Para explicar o novo nascimento, Jesus apresenta dois elementos : a água e o Espírito, os quais estão diretamente ligados ao arrependimento, perdão dos pecados, redenção, adoção como filhos de Deus, nova consciência, processo de regeneração, nova vida e arrebatamento.
A água simboliza o batismo, que era um ritual de purificação somente para os não-judeus, mas que estava sendo aplicado por João Batista (que preparou o caminho de Jesus).
Ele está associado ao desejo de mudança de vida, ao arrependimento e à purificação.
As referências bíblicas sobre o batismo são: João 1:19-37, Mateus 3, Marcos 16:15-16, atos 2:14-47, Gálatas 3:26-29, Romanos 6:3-11, colossenses 2:8-15, 1Pedro 3:11-22).
O Espírito diz respeito à regeneração produzida pelo Espírito Santo, uma transformação da natureza carnal, pecadora e adâmica pela Natureza espiritual, santa e segundo à imagem de Jesus Cristo.
O Espírito Santo é o consolador, aquele que foi mandado por Deus para ficar no lugar de Jesus aqui na Terra, para não nos deixar orfãos.
Ele nos guia em toda verdade (João 14:15-26, 16:5-14), Ele transforma a nossa natureza, retirando os frutos da carne e produzindo os do Espírito (Gálatas 5:16-25).
Para concluir, gostaria de explanar um pouco sobre o motivo principal para toda essa obra de Deus: Seu grande amor pela humanidade (João 3:16, Romanos 5:6-21).
Esse grande amor é a razão de Deus ter todo esse cuidado por nós e Jesus ter nos amado muito mais que sua própria vida (João 15:12-13, João 10:14-18)
Vemos no final do texto (do versículo 14 até o 21) que Jesus explica a Nicodemus o grande amor do Pai, o plano da salvação, o perdão de nossos pecados pela sua morte na cruz e a rejeição daqueles que não desejam sair das trevas, nem nascer de novo, mas somente viver escondidos atrás da religiosidade morta, os quais seriam julgados e condenados não somente pelo seus pecados, mas por negar tão grande salvação e perdão, se julgando santos demais e pensando não ter necessidade.
Creio que é dever de todos os cristãos procurarem viver um cristianismo Vivo, que não se resume apenas aos rótulos religiosos/denominacionais, aos dogmas de fé ou doutrinas, mas sim uma fé viva, uma experiência de comunhão diária com Deus, um bom relacionamento com nosso próximo, um desejo de obedecer à Palavra de Deus por amor a Deus, procurando sempre ser da maneira que Nosso Pai Celestial quer que sejamos: seus filhos santos e amados, discípulos de seu Filho Unigênito, Jesus Cristo.
sábado, 10 de novembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O Filho e o cordeiro
É interessante como o povo gosta de pintar o quadro de um deus mau e cruel que pune severamente um Ser Humano Bonzinho Perfeito Santíssimo...
Creio que Deus é amor, mas a justiça também é um de seus atributos.
Pela Justiça e amor, Ele decidiu provar Abrãao para testar o amor dele e se ele entregaria seu único Filho Isaque por amor ao Senhor em quem cria e servia.
Abrãao, mesmo sentindo muita dor em seu coração, foi até o fim, quase entregando seu filho em sacrifício ao Senhor.
Mas Deus é misericordioso e viu que Abrãao verdadeiramente O amava, mas que não conseguiria suportar a perda do filho.
Depois disso, Abrãao ficou sendo conhecido até hoje como Pai da Fé e amigo de Deus.
Deus então poupou o filho e deu um cordeiro.
O povo de Israel cresceu, foi para o exílio, e lá novamente o cordeiro foi a salvação do povo de Israel contra o julgamento do corrupto povo do Egito.
Veio a Lei, e o cordeiro ainda era a prova do amor de Deus e a obra da expiação temporária dos pecados.
Mas um simples cordeiro nunca poderia apagar definitivamente o preço da condenação eterna do homem, nem aplacar a justiça de um Deus santo, que havia visto toda a maldade do homem sobre a Terra até aquele dia.
O cordeiro deveria ter a semelhança do homem pecador, mas sem pecado...
Em uma Sexta-Feira, no Monte Gólgota, Deus ignorou o sacrifício do cordeiro lá no Templo para prover o Seu Filho Unigênito, o melhor de tudo o que tinha, como o seu Cordeiro para os Homens.
Sentindo uma dor muito mais forte daquela que Abrãao Sentiu, pois este estava triste enquanto pensava na possibilidade da morte de seu filho Isaque, mas que seria entregue a um Amigo, o Deus Eterno.
Enquanto Deus entregava um Filho muito mais precioso para uma humanidade que o ignorava, Mas mesmo assim, por sua grande misericórdia e amor, Ele foi até o fim e sacrificou o Filho por Nós.
Agora, Será que podemos chamar de mau, cruel e injusto, um Deus que entrega a Si mesmo para pagar o preço dos pecados de seres humanos pecadores, culpados, ingratos e auto-justificadores de si mesmos ?
Ele não precisava fazer isso, mas fez...
Ele era o Juiz que estava prester a condenar o réu, mas havia a possibilidade de pagar uma alta fiança para evitar a condenação, e Ele saiu da posição de Juiz, assumiu a de Réu, pagou o alto preço da Fiança, voltou para seu Lugar de Juiz e disse: "Está Pago, Você está Livre !"
Creio que Deus é amor, mas a justiça também é um de seus atributos.
Pela Justiça e amor, Ele decidiu provar Abrãao para testar o amor dele e se ele entregaria seu único Filho Isaque por amor ao Senhor em quem cria e servia.
Abrãao, mesmo sentindo muita dor em seu coração, foi até o fim, quase entregando seu filho em sacrifício ao Senhor.
Mas Deus é misericordioso e viu que Abrãao verdadeiramente O amava, mas que não conseguiria suportar a perda do filho.
Depois disso, Abrãao ficou sendo conhecido até hoje como Pai da Fé e amigo de Deus.
Deus então poupou o filho e deu um cordeiro.
O povo de Israel cresceu, foi para o exílio, e lá novamente o cordeiro foi a salvação do povo de Israel contra o julgamento do corrupto povo do Egito.
Veio a Lei, e o cordeiro ainda era a prova do amor de Deus e a obra da expiação temporária dos pecados.
Mas um simples cordeiro nunca poderia apagar definitivamente o preço da condenação eterna do homem, nem aplacar a justiça de um Deus santo, que havia visto toda a maldade do homem sobre a Terra até aquele dia.
O cordeiro deveria ter a semelhança do homem pecador, mas sem pecado...
Em uma Sexta-Feira, no Monte Gólgota, Deus ignorou o sacrifício do cordeiro lá no Templo para prover o Seu Filho Unigênito, o melhor de tudo o que tinha, como o seu Cordeiro para os Homens.
Sentindo uma dor muito mais forte daquela que Abrãao Sentiu, pois este estava triste enquanto pensava na possibilidade da morte de seu filho Isaque, mas que seria entregue a um Amigo, o Deus Eterno.
Enquanto Deus entregava um Filho muito mais precioso para uma humanidade que o ignorava, Mas mesmo assim, por sua grande misericórdia e amor, Ele foi até o fim e sacrificou o Filho por Nós.
Agora, Será que podemos chamar de mau, cruel e injusto, um Deus que entrega a Si mesmo para pagar o preço dos pecados de seres humanos pecadores, culpados, ingratos e auto-justificadores de si mesmos ?
Ele não precisava fazer isso, mas fez...
Ele era o Juiz que estava prester a condenar o réu, mas havia a possibilidade de pagar uma alta fiança para evitar a condenação, e Ele saiu da posição de Juiz, assumiu a de Réu, pagou o alto preço da Fiança, voltou para seu Lugar de Juiz e disse: "Está Pago, Você está Livre !"
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
O Reino dos reinos
Quando vemos as histórias dos grandes reinos do planeta, vemos que eram importantes e vastos, e que sempre tinham como motivo de sua expansão a ganância humana, marcada pela figura do rei e de seus tiranos, os poderosos e cruéis exércitos.
Mas podemos constatar a existência de um Reino que contraria a todos estes, por ser invisível, eterno, não ganho por força e nem por violência, mas semeado nos corações.
Por este Reino, João Batista dedicou sua vida para anunciá-lo, confrontando a hipocrisia e todo valor contrário aos do Reino Eterno, chamando todos os homens ao arrependimento de seus pecados e com isso, preparando-os para o encontro com o Rei.
A Mensagem a respeito deste Reino confundiu a mente dos homens, pois ele prioriza os fracos, os pobres de espírito, os humildes, as crianças e até aqueles que começam tudo de novo, nascendo de novo, tornando-se como criança, para assim herdar o reino.
Um Reino que não se entra por merecimento e menos ainda por méritos, mas pela Graça, um favor imerecível e inestimável concedido pelo Rei.
Não se pode merecer simplesmente pelo fato de que o próprio Rei ter vindo pessoalmente buscar futuros suditos, e por não ter vindo em toda a sua glória, e sim humildemente como um servo, Ele foi humilhado, muitos nem deram crédito à sua pregação.
Para que pudéssemos entrar no Seu Reino Eterno, Ele se fez como nós.
Ele se limitou a viver segundo as normas do nosso reino falido, se submeteu ao julgamento falho e distorcido de nossas autoridades, e sendo julgado segundo a aparência e não segundo sua justiça e santidade, Ele foi condenado a Morte.
Todas as regras de justiça de nosso reino foram cumpridas Nele, quando a Própria Justiça de Deus (encontrada na plenitude do Rei) foi tida como injustiça pelos homens, e injustamente foi desprezada pelos homens.
A Justiça de Deus foi julgada como injustiça, quando o único que poderia ser considerado justo por si próprio diante de Deus, foi condenado como o mais injustos de todos os homens.
Por ter se vindo como nós, esvaziando-se de seus atributos divinos e reais, o Rei confirmou o fato de que nenhum ser humano pode se auto-justificar diante de Deus, pois Ele é a própria Justiça de Deus, tão desprezada pelos homens.
Através dele os homens podem se Justificados, e serem Feitos Nele e Por Ele, justificados diante de Deus.
O Próprio Rei Eterno se entregou nas mãos das autoridades temporais, pois este não era seu Reino, e cabia-lhe pagar o preço pelo ingresso dos novos súditos ao Reino Eterno.
Para fazer com que fossemos dignos e aceitos em seu Reino, O Rei pagou um alto preço: receber em si mesmo a punição que nós mereceríamos, e isto lhe custou todo o seu sangue, chagas em seu Corpo, e uma horrível morte na cruz, punição para os piores pecadores.
Ele foi sempre manso, humilde, misericordioso, e até na hora de seu sofrimento, dor, separação de Seu Pai Eterno, e morte, ainda cumpriria sua missão, ganhando como súdito um rejeitado ladrão, que reconheceu que estava diante do Rei Eterno.
Este Reino não é Político, mas sim espiritual e tem sua sede provisória nos corações de todo aquele que se rende ao Rei, e deixam que Ele instale Seu Trono e senhorio em suas almas.
Hoje mesmo pode estar havendo uma batalha, onde o Rei envia seus embaixadores para convidar novos suditos, e eles encontram forte oposição e rejeição destes para o domínio do Rei em seus corações.
Quem sabe o rei está te convidando a se entregar a Ele, ser seu amigo, recebendo o dom da graça e perdão que Ele conquistou na Cruz do Calvário e aceitá-lo como seu salvador ?
Quem sabe você não tem percebido, por estar trancado na masmorra do egoísmo, no calabouço do medo, nas prisões da insegurança, nas correntes da dúvida ou na poço dos traumas e decepções da vida ?
Será que você não está escondido atrás da muralha do orgulho e da auto-suficiência ?
Enquanto isso, o Rei humildemente te chama, espera por ti, anseiando pelo dia em que você levantará a bandeira branca e se renderá a Ele para todo sempre.
Aqueles que aceitam o convite e se rendem ao Rei, se tornam automaticamente não apenas suditos, mas amigos, herdeiros, arautos e recebem a promessa de habitar no novo reino com sede nos céus.
Promessa que é selada pela ardente e viva esperança do retorno do Rei, para levar-nos ao novo Reino quer estejamos vivos, quer já tenhamos se despedido desta curta existência temporária, tendo plena certeza disso, pois Ele mesmo disse: "Eu sou a ressureição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá." (João 11:25)
Sabemos que Ele é o mesmo ontem, hoje, e eternamente , e que céu e terra passarão, mas suas palavras jamais passarão, e por isso, clamamos: "Maranata, Ora vem, Senhor Jesus ! "
Mas podemos constatar a existência de um Reino que contraria a todos estes, por ser invisível, eterno, não ganho por força e nem por violência, mas semeado nos corações.
Por este Reino, João Batista dedicou sua vida para anunciá-lo, confrontando a hipocrisia e todo valor contrário aos do Reino Eterno, chamando todos os homens ao arrependimento de seus pecados e com isso, preparando-os para o encontro com o Rei.
A Mensagem a respeito deste Reino confundiu a mente dos homens, pois ele prioriza os fracos, os pobres de espírito, os humildes, as crianças e até aqueles que começam tudo de novo, nascendo de novo, tornando-se como criança, para assim herdar o reino.
Um Reino que não se entra por merecimento e menos ainda por méritos, mas pela Graça, um favor imerecível e inestimável concedido pelo Rei.
Não se pode merecer simplesmente pelo fato de que o próprio Rei ter vindo pessoalmente buscar futuros suditos, e por não ter vindo em toda a sua glória, e sim humildemente como um servo, Ele foi humilhado, muitos nem deram crédito à sua pregação.
Para que pudéssemos entrar no Seu Reino Eterno, Ele se fez como nós.
Ele se limitou a viver segundo as normas do nosso reino falido, se submeteu ao julgamento falho e distorcido de nossas autoridades, e sendo julgado segundo a aparência e não segundo sua justiça e santidade, Ele foi condenado a Morte.
Todas as regras de justiça de nosso reino foram cumpridas Nele, quando a Própria Justiça de Deus (encontrada na plenitude do Rei) foi tida como injustiça pelos homens, e injustamente foi desprezada pelos homens.
A Justiça de Deus foi julgada como injustiça, quando o único que poderia ser considerado justo por si próprio diante de Deus, foi condenado como o mais injustos de todos os homens.
Por ter se vindo como nós, esvaziando-se de seus atributos divinos e reais, o Rei confirmou o fato de que nenhum ser humano pode se auto-justificar diante de Deus, pois Ele é a própria Justiça de Deus, tão desprezada pelos homens.
Através dele os homens podem se Justificados, e serem Feitos Nele e Por Ele, justificados diante de Deus.
O Próprio Rei Eterno se entregou nas mãos das autoridades temporais, pois este não era seu Reino, e cabia-lhe pagar o preço pelo ingresso dos novos súditos ao Reino Eterno.
Para fazer com que fossemos dignos e aceitos em seu Reino, O Rei pagou um alto preço: receber em si mesmo a punição que nós mereceríamos, e isto lhe custou todo o seu sangue, chagas em seu Corpo, e uma horrível morte na cruz, punição para os piores pecadores.
Ele foi sempre manso, humilde, misericordioso, e até na hora de seu sofrimento, dor, separação de Seu Pai Eterno, e morte, ainda cumpriria sua missão, ganhando como súdito um rejeitado ladrão, que reconheceu que estava diante do Rei Eterno.
Este Reino não é Político, mas sim espiritual e tem sua sede provisória nos corações de todo aquele que se rende ao Rei, e deixam que Ele instale Seu Trono e senhorio em suas almas.
Hoje mesmo pode estar havendo uma batalha, onde o Rei envia seus embaixadores para convidar novos suditos, e eles encontram forte oposição e rejeição destes para o domínio do Rei em seus corações.
Quem sabe o rei está te convidando a se entregar a Ele, ser seu amigo, recebendo o dom da graça e perdão que Ele conquistou na Cruz do Calvário e aceitá-lo como seu salvador ?
Quem sabe você não tem percebido, por estar trancado na masmorra do egoísmo, no calabouço do medo, nas prisões da insegurança, nas correntes da dúvida ou na poço dos traumas e decepções da vida ?
Será que você não está escondido atrás da muralha do orgulho e da auto-suficiência ?
Enquanto isso, o Rei humildemente te chama, espera por ti, anseiando pelo dia em que você levantará a bandeira branca e se renderá a Ele para todo sempre.
Aqueles que aceitam o convite e se rendem ao Rei, se tornam automaticamente não apenas suditos, mas amigos, herdeiros, arautos e recebem a promessa de habitar no novo reino com sede nos céus.
Promessa que é selada pela ardente e viva esperança do retorno do Rei, para levar-nos ao novo Reino quer estejamos vivos, quer já tenhamos se despedido desta curta existência temporária, tendo plena certeza disso, pois Ele mesmo disse: "Eu sou a ressureição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá." (João 11:25)
Sabemos que Ele é o mesmo ontem, hoje, e eternamente , e que céu e terra passarão, mas suas palavras jamais passarão, e por isso, clamamos: "Maranata, Ora vem, Senhor Jesus ! "
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Jesus Chorou (Eduardo Zechini)
"Jesus Chorou."
(João 11:35)
O Verbo definitivamente se fez carne e habitou entre nós.
Será que o homem Jesus tinha alguma coisa que chamasse a atenção para si?
Era Ele um homem mais bonito do que os demais? Tinha Ele graça e beleza aos olhos do mundo?
Será que ele foi um empresário de sucesso, que chamou Pedro e Tiago para abrir uma empresa de pesca, atirar a rede para a direita todos os dias, faturar muito dinheiro e levar uma vida confortável?
Seria Jesus (o filho amado em quem o Espírito de Deus se compraz), um homem livre das aflições deste mundo?
Vamos ver se, aos olhos humanos, Jesus teria sido um homem de sucesso.
Ele nasceu em condições precárias. Pertenceu à classe dos judeus rudes e pobres.
De acordo com o profeta Isaías, sua aparência seria como a “raiz de uma terra seca”, não tendo beleza aos olhos humanos.
Chegou à meia idade solteiro, rejeitado por sua própria família, e logo em seguida, rejeitado por sua própria igreja.
Ele orou, e sua oração não foi atendida. “Pai, afasta de mim este cálice!”
Foi traído com um beijo e acusado injustamente.
Foi preso, injuriado e humilhado. Seus amigos o abandonaram.
Ele curou a tantos, e creia em mim, alguns deles estavam na multidão pedindo para que o crucificassem. “Caifás tem razão, ele busca a sua própria glória, quer fazer-se a si mesmo um deus.”
Ele foi levantado na cruz. “Você não é o filho de Deus? Liberte-se a si mesmo!”
Finalmente Ele morreu.
O mundo acabou de dizer quem foi Jesus.
Satanás terminou a sua obra. Os anjos se calaram.
O corpo sem vida assinava o decreto de derrota enquanto a placa anunciava “Jesus Cristo Rei dos Judeus”.
Mas alguém ainda não havia se pronunciado.
Alguém apenas contemplava!
O Alfa e Omega, o grande El Shadday, criador dos céus e da terra, cingido em sua glória e poder, levantou-se do trono e o Universo estremeceu.
Era meio dia, e o céu fez-se negro como a noite. O chão tremeu, pedras rolaram do monte, e a multidão que festejava a vitória, calou-se.
Olhos atônitos procuraram ao redor, com espanto, com surpresa, com temor, o corpo de Jesus.
“Ai, ai, ai...verdadeiramente, este era o Filho de Deus!”
Nenhum olho humano viu o espírito de Jesus receber poder, honra e glória.
Nenhum homem ouviu o grito de ódio de satanás enquanto Jesus lhe tomava as chaves do inferno e da morte.
Caifás, Pilatos, os soldados romanos, nenhum deles presenciou Jesus se assentando à direita do trono de Deus.
Apenas um homem viu tudo isto: Um pobre ladrão, humilde, que adorou a Jesus enquanto todos O condenavam, que prostrou-se diante dele, enquanto todos O crucificavam.
Este esteve, naquele mesmo dia, com Jesus no paraíso, recebendo com Ele a coroa da vida, ainda que o mundo o julgasse indigno!
“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes” (I Corínthios 1:27)
Jesus derramou lágrimas. Sentiu medo. Sua oração não foi respondida. Guardou silêncio, recebeu o cuspe, engoliu o escárnio, recebeu os cravos, gritou: “Pai, por quê me abandonaste?” Viu sua mãe chorando. Bebeu vinagre, entregou seu espírito, foi sepultado.
Quantas vezes Ele chorou ?
Quantas batalhas suportou ?
Coloque o seu ouvido no peito de Jesus, ouça seu coração batendo acelerado, ouça sua respiração ofegante, veja o medo em seus olhos. Veja suas lágrimas!
Verdadeiramente, o Verbo fez-se carne! Verdadeiramente, Ele habitou entre nós, como nós, por nós!
(Eduardo Zechini)
(João 11:35)
O Verbo definitivamente se fez carne e habitou entre nós.
Será que o homem Jesus tinha alguma coisa que chamasse a atenção para si?
Era Ele um homem mais bonito do que os demais? Tinha Ele graça e beleza aos olhos do mundo?
Será que ele foi um empresário de sucesso, que chamou Pedro e Tiago para abrir uma empresa de pesca, atirar a rede para a direita todos os dias, faturar muito dinheiro e levar uma vida confortável?
Seria Jesus (o filho amado em quem o Espírito de Deus se compraz), um homem livre das aflições deste mundo?
Vamos ver se, aos olhos humanos, Jesus teria sido um homem de sucesso.
Ele nasceu em condições precárias. Pertenceu à classe dos judeus rudes e pobres.
De acordo com o profeta Isaías, sua aparência seria como a “raiz de uma terra seca”, não tendo beleza aos olhos humanos.
Chegou à meia idade solteiro, rejeitado por sua própria família, e logo em seguida, rejeitado por sua própria igreja.
Ele orou, e sua oração não foi atendida. “Pai, afasta de mim este cálice!”
Foi traído com um beijo e acusado injustamente.
Foi preso, injuriado e humilhado. Seus amigos o abandonaram.
Ele curou a tantos, e creia em mim, alguns deles estavam na multidão pedindo para que o crucificassem. “Caifás tem razão, ele busca a sua própria glória, quer fazer-se a si mesmo um deus.”
Ele foi levantado na cruz. “Você não é o filho de Deus? Liberte-se a si mesmo!”
Finalmente Ele morreu.
O mundo acabou de dizer quem foi Jesus.
Satanás terminou a sua obra. Os anjos se calaram.
O corpo sem vida assinava o decreto de derrota enquanto a placa anunciava “Jesus Cristo Rei dos Judeus”.
Mas alguém ainda não havia se pronunciado.
Alguém apenas contemplava!
O Alfa e Omega, o grande El Shadday, criador dos céus e da terra, cingido em sua glória e poder, levantou-se do trono e o Universo estremeceu.
Era meio dia, e o céu fez-se negro como a noite. O chão tremeu, pedras rolaram do monte, e a multidão que festejava a vitória, calou-se.
Olhos atônitos procuraram ao redor, com espanto, com surpresa, com temor, o corpo de Jesus.
“Ai, ai, ai...verdadeiramente, este era o Filho de Deus!”
Nenhum olho humano viu o espírito de Jesus receber poder, honra e glória.
Nenhum homem ouviu o grito de ódio de satanás enquanto Jesus lhe tomava as chaves do inferno e da morte.
Caifás, Pilatos, os soldados romanos, nenhum deles presenciou Jesus se assentando à direita do trono de Deus.
Apenas um homem viu tudo isto: Um pobre ladrão, humilde, que adorou a Jesus enquanto todos O condenavam, que prostrou-se diante dele, enquanto todos O crucificavam.
Este esteve, naquele mesmo dia, com Jesus no paraíso, recebendo com Ele a coroa da vida, ainda que o mundo o julgasse indigno!
“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes” (I Corínthios 1:27)
Jesus derramou lágrimas. Sentiu medo. Sua oração não foi respondida. Guardou silêncio, recebeu o cuspe, engoliu o escárnio, recebeu os cravos, gritou: “Pai, por quê me abandonaste?” Viu sua mãe chorando. Bebeu vinagre, entregou seu espírito, foi sepultado.
Quantas vezes Ele chorou ?
Quantas batalhas suportou ?
Coloque o seu ouvido no peito de Jesus, ouça seu coração batendo acelerado, ouça sua respiração ofegante, veja o medo em seus olhos. Veja suas lágrimas!
Verdadeiramente, o Verbo fez-se carne! Verdadeiramente, Ele habitou entre nós, como nós, por nós!
(Eduardo Zechini)
A cruz antiga e a nova (A. W. Tozer)
Totalmente sem aviso e despercebida, uma nova cruz surgiu nos círculos populares evangélicos nos tempos modernos. Parece-se com a antiga cruz, mas é diferente: as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.
Desta nova cruz brotou uma nova filosofia da vida cristã, e dessa nova filosofia proveio uma nova técnica evangélica - um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação.
Esta nova evangelização emprega a mesma linguagem da antiga, mas seu conteúdo não é o mesmo e a sua ênfase não é como antes.
A cruz antiga não fazia barganhas com o mundo. Para a jactanciosa carne de Adão, ela significava o fim da jornada. Punha em execução a sentença imposta pela lei do Sinai.
A nova cruz não se opõe à raça humana; ao contrario, é uma companheira amigável e, se corretamente entendida, é fonte de oceanos de boa e limpa diversão e de inocente prazer. Ela deixa Adão viver sem interferência.
A motivação da sua vida não sofre mudança; o seu prazer continua sendo a razão do seu viver, só que agora ele se deleita em cantar coros e em ver filmes religiosos, em vez de cantar canções obscenas e beber bebidas alcoólicas fortes.
A tônica ainda está no prazer, embora agora a diversão esteja agora num superior plano moral, se não intelectual. A nova cruz estimula uma abordagem evangelística nova e inteiramente diversa.
O evangelista não exige renuncia da velha vida para que se possa receber a nova.
Ele não prega contrastes; prega similaridades.
Procura caminho para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; ao invés disso, oferece a mesma coisa que o mundo oferece, só que num nível mais alto.
Seja o que for que o mundo enlouquecido pelo pecado reclame para si no momento, com inteligência se demonstra que exatamente isso o evangelho oferece, só que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não destrói o pecador; redireciona-o. Aparelha-o para um modo de viver mais limpo e mais belo e poupa o seu respeito próprio. Àquele que é auto-afirmativo, ela diz: "Venha e afirme-se por Cristo". Ao egoísta diz: "Venha e exalte-se no Senhor".
Ao que procura viva emoção diz: "Venha e goze a vibrante emoção do companheirismo cristão".
A mensagem cristã sofre torção na direção da moda em voga, para que se torne aceitável ao publico.
A filosofia que está por trás desse tipo de coisa pode ser sincera, mas sua sinceridade não a faz menos falsa. É falsa porque é cega.
Falta-lhe por completo todo o significado da cruz.
A antiga cruz é um símbolo de morte. Ela representa o abrupto e violento fim do ser humano. Na época dos romanos, o homem que tomava sua cruz e se punha a caminho já tinha dito adeus a seus amigos. Não voltaria. Estava saindo para o término de tudo.
A cruz não fazia acordo, não modificava nada e nada poupava; eliminava o homem, completamente e para sempre. Não procurava manter boas relações com a sua vítima. Feria rude e brutalmente, e, quando tinha terminado o seu trabalho, o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não há comutação nem fuga. Deus não pode aprovar nenhum fruto do pecado, por mais inocente ou belo pareça aos olhos dos homens.
Deus salva o indivíduo liquidando-o e, depois, ressuscitando-o para uma vida nova.
A evangelização que traça paralelos amistosos entre os caminhos de Deus e os dos homens é falsa para Bíblia e cruel para as almas de seus ouvintes.
A fé crista não é paralela ao mundo; secciona-o. Quando vimos a Cristo, não elevamos a nossa velha vida a um plano mais alto; deixamo-la aos pés da cruz.
O grão de trigo tem de cair no solo e morrer.
É preciso que nós, que pregamos o Evangelho, não nos consideremos como agentes de relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo.
É preciso que não nos imaginemos comissionados para tornar Cristo aceitável ao grande comércio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna.
Não somos diplomatas, mas profetas, e a nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato. Deus oferece vida, não porém uma velha vida melhorada. A vida que Ele oferece é vida posterior à morte.
É vida que se mantém sempre no lado oposto ao da cruz. Quem quiser possuí-la, terá de passar sob a vara. Terá de repudiar-se a si próprio e aquiescer-se à justa sentença de Deus que o condena.
Que significa isso para o indivíduo, para o condenado que desejar achar vida em Cristo Jesus?
Como poderá esta teologia ser transferida para a vida?
Simplesmente, é preciso que ele se arrependa e creia. É preciso que ele abandone os seus pecados e então prossiga e abandone a si mesmo. Que não cubra nada. Que não procure fazer acordo com Deus, mas incline a cabeça para o golpe do severo desprazer de Deus e reconheça que merece morrer.
Feito isso, que ele contemple com singela confiança o Senhor ressurreto, e do Senhor lhe virão vida, renascimento, purificação e poder.
A cruz que deu cabo a vida terrena de Jesus agora põe fim ao pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o ressuscita para uma nova vida ao lado de Cristo.
A qualquer que faça objeção a isso ou que o considere meramente como uma estreita e particular visão da verdade, permita-me dizer que Deus fixou Seu caminho de aprovação nesta mensagem, desde os dias de Paulo até ao presente.
Quer exposto nestas exatas palavras quer não, tem sido este o conteúdo de toda pregação que tem trazido vida e poder ao mundo através dos séculos.
Os místicos, os reformadores, os avivalistas, tem posto aqui a sua ênfase, e sinais, maravilhas e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho de aprovação de Deus.
Ousaremos nós, os herdeiros desse legado de poder, adulterar a verdade?
Ousaremos apagar com os nossos grosseiros lápis as linhas impressas ou alterar o modelo que nos foi mostrado no Monte?
Não o permita Deus. Preguemos a velha cruz e conheceremos o antigo poder.
Nota sobre o Autor: O Dr. A. W. Tozer era pastor da Southside Alliance Church, em Chicago. Ele é conhecido como um dos mais famosos pregadores deste século e como "um profeta" da nossa geração.
Desta nova cruz brotou uma nova filosofia da vida cristã, e dessa nova filosofia proveio uma nova técnica evangélica - um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação.
Esta nova evangelização emprega a mesma linguagem da antiga, mas seu conteúdo não é o mesmo e a sua ênfase não é como antes.
A cruz antiga não fazia barganhas com o mundo. Para a jactanciosa carne de Adão, ela significava o fim da jornada. Punha em execução a sentença imposta pela lei do Sinai.
A nova cruz não se opõe à raça humana; ao contrario, é uma companheira amigável e, se corretamente entendida, é fonte de oceanos de boa e limpa diversão e de inocente prazer. Ela deixa Adão viver sem interferência.
A motivação da sua vida não sofre mudança; o seu prazer continua sendo a razão do seu viver, só que agora ele se deleita em cantar coros e em ver filmes religiosos, em vez de cantar canções obscenas e beber bebidas alcoólicas fortes.
A tônica ainda está no prazer, embora agora a diversão esteja agora num superior plano moral, se não intelectual. A nova cruz estimula uma abordagem evangelística nova e inteiramente diversa.
O evangelista não exige renuncia da velha vida para que se possa receber a nova.
Ele não prega contrastes; prega similaridades.
Procura caminho para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; ao invés disso, oferece a mesma coisa que o mundo oferece, só que num nível mais alto.
Seja o que for que o mundo enlouquecido pelo pecado reclame para si no momento, com inteligência se demonstra que exatamente isso o evangelho oferece, só que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não destrói o pecador; redireciona-o. Aparelha-o para um modo de viver mais limpo e mais belo e poupa o seu respeito próprio. Àquele que é auto-afirmativo, ela diz: "Venha e afirme-se por Cristo". Ao egoísta diz: "Venha e exalte-se no Senhor".
Ao que procura viva emoção diz: "Venha e goze a vibrante emoção do companheirismo cristão".
A mensagem cristã sofre torção na direção da moda em voga, para que se torne aceitável ao publico.
A filosofia que está por trás desse tipo de coisa pode ser sincera, mas sua sinceridade não a faz menos falsa. É falsa porque é cega.
Falta-lhe por completo todo o significado da cruz.
A antiga cruz é um símbolo de morte. Ela representa o abrupto e violento fim do ser humano. Na época dos romanos, o homem que tomava sua cruz e se punha a caminho já tinha dito adeus a seus amigos. Não voltaria. Estava saindo para o término de tudo.
A cruz não fazia acordo, não modificava nada e nada poupava; eliminava o homem, completamente e para sempre. Não procurava manter boas relações com a sua vítima. Feria rude e brutalmente, e, quando tinha terminado o seu trabalho, o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não há comutação nem fuga. Deus não pode aprovar nenhum fruto do pecado, por mais inocente ou belo pareça aos olhos dos homens.
Deus salva o indivíduo liquidando-o e, depois, ressuscitando-o para uma vida nova.
A evangelização que traça paralelos amistosos entre os caminhos de Deus e os dos homens é falsa para Bíblia e cruel para as almas de seus ouvintes.
A fé crista não é paralela ao mundo; secciona-o. Quando vimos a Cristo, não elevamos a nossa velha vida a um plano mais alto; deixamo-la aos pés da cruz.
O grão de trigo tem de cair no solo e morrer.
É preciso que nós, que pregamos o Evangelho, não nos consideremos como agentes de relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo.
É preciso que não nos imaginemos comissionados para tornar Cristo aceitável ao grande comércio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna.
Não somos diplomatas, mas profetas, e a nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato. Deus oferece vida, não porém uma velha vida melhorada. A vida que Ele oferece é vida posterior à morte.
É vida que se mantém sempre no lado oposto ao da cruz. Quem quiser possuí-la, terá de passar sob a vara. Terá de repudiar-se a si próprio e aquiescer-se à justa sentença de Deus que o condena.
Que significa isso para o indivíduo, para o condenado que desejar achar vida em Cristo Jesus?
Como poderá esta teologia ser transferida para a vida?
Simplesmente, é preciso que ele se arrependa e creia. É preciso que ele abandone os seus pecados e então prossiga e abandone a si mesmo. Que não cubra nada. Que não procure fazer acordo com Deus, mas incline a cabeça para o golpe do severo desprazer de Deus e reconheça que merece morrer.
Feito isso, que ele contemple com singela confiança o Senhor ressurreto, e do Senhor lhe virão vida, renascimento, purificação e poder.
A cruz que deu cabo a vida terrena de Jesus agora põe fim ao pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o ressuscita para uma nova vida ao lado de Cristo.
A qualquer que faça objeção a isso ou que o considere meramente como uma estreita e particular visão da verdade, permita-me dizer que Deus fixou Seu caminho de aprovação nesta mensagem, desde os dias de Paulo até ao presente.
Quer exposto nestas exatas palavras quer não, tem sido este o conteúdo de toda pregação que tem trazido vida e poder ao mundo através dos séculos.
Os místicos, os reformadores, os avivalistas, tem posto aqui a sua ênfase, e sinais, maravilhas e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho de aprovação de Deus.
Ousaremos nós, os herdeiros desse legado de poder, adulterar a verdade?
Ousaremos apagar com os nossos grosseiros lápis as linhas impressas ou alterar o modelo que nos foi mostrado no Monte?
Não o permita Deus. Preguemos a velha cruz e conheceremos o antigo poder.
Nota sobre o Autor: O Dr. A. W. Tozer era pastor da Southside Alliance Church, em Chicago. Ele é conhecido como um dos mais famosos pregadores deste século e como "um profeta" da nossa geração.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
A cruz é algo radical (A. W. Tozer)
A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens.
A cruz dos velhos tempos Romanos não conhecia acordo; ela nunca fez concessões.
Ela venceu todas as suas disputas matando o seu oponente e silenciando- o de uma vez para sempre. Ela não poupou Cristo, mas o matou assim como os outros. Ele estava vivo quando O penduraram naquela cruz e completamente morto quando O tiraram dela seis horas mais tarde.
Isso era a cruz, a primeira vez que apareceu na história Cristã. Depois que Cristo foi levantado da morte os apóstolos saíram para pregar Sua mensagem, e aquilo que pregavam era a cruz.
Onde quer que eles fossem pelo mundo afora carregavam a cruz e o mesmo poder revolucionário ia com eles.
A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de um perseguidor de Cristãos para um crente gentil e um apóstolo da fé.
O poder da cruz transformou homens maus em bons. Ela livrou a longa escravidão do paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo Ocidental.
Tudo isto ela fez e continua a fazer enquanto for permitido permanecer sendo o que era originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudada de algo de morte para algo de belo.
Quando os homens fizeram dela um símbolo, pendurando- a aos seus pescoços como um ornamento ou fizeram seu esboço diante das suas faces como um sinal mágico para repelir o maligno, então ela se tornou na melhor das hipóteses um fraco emblema, e na pior das hipóteses um fetiche positivo. Como tal ela é venerada hoje em dia por milhões que não sabem absolutamente nada sobre o seu poder.
A cruz alcança seu fim pela destruição de um padrão estabelecido, a vítima, e cria um outro padrão, seu próprio. Assim, ela tem sempre seu estilo.
Ela vence através da derrota do seu oponente e imposição da sua vontade sobre ele.
Ela sempre domina. Ela nunca se compromete, nunca negocia nem concede, nunca renuncia um ponto por motivo de paz. Ela não se importa com a paz; ela se importa somente em acabar com sua oposição o mais rápido possível.
Com perfeito conhecimento de tudo isto Cristo disse, “Se alguém quer vir após mim, negue- se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga- me” (Mt 16:24).
Assim a cruz não somente provoca um fim à vida de Cristo, ela também dá fim à primeira vida, a velha vida, de cada um dos Seus verdadeiros seguidores. Ela destrói o velho padrão, o padrão de Adão, na vida do crente e o conduz a um fim. Então o Deus que ressuscitou Cristo da morte ressuscita o crente e se inicia uma nova vida. Isto, e nada menos, é Cristianismo verdadeiro, entretanto não podemos deixar de reconhecer a divergência crucial deste conceito daquele defendido pelos membros evangélico de hoje.
Porém não ousamos qualificar a nossa posição. A cruz permanece bem acima das opiniões dos homens e para aquela cruz todas as opiniões devem finalmente ir para julgamento.
Uma liderança superficial e mundana modificaria a cruz para agradar os entretenimentos loucos dos religiosos que terão a sua diversão mesmo dentro do santuário; mas agir assim é procurar desastre espiritual e se expor ao perigo da ira do Cordeiro transformado em Leão.
Devemos fazer algo com relação à cruz, e somente uma de duas coisas podemos fazer: fugir dela ou morrer nela.
Se formos tão imprudentes para fugir devemos por este ato pôr de lado a fé de nossos pais e fazer do Cristianismo alguma outra coisa exceto o que ele é.
Então teremos deixado somente a vazia linguagem da salvação; o poder se apartará com nosso apartamento da verdadeira cruz.
Se formos sábios faremos o que Jesus fez; enfrentaremos a cruz e desprezaremos a vergonha pela alegria que está colocada diante de nós. Fazer isto é entregar todos os padrões das nossas vidas para serem destruídos e reconstruídos no poder de uma vida eterna. Descobriremos que isto é mais do que poesia, mais do que doce melodia e sentimento nobre. A cruz cortará em nossa vida onde ela fere mais, sem poupar nem a nós nem nossas reputações cuidadosamente cultivadas. Ela vai nos derrotar e levar nossas vidas egoístas a um fim. Somente então poderemos nos levantar em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida completamente novo, livre e repleto de boas obras.
A mudança de atitude em relação a cruz que vemos na ortodoxia moderna não prova que Deus tenha mudado, nem que Cristo tenha facilitado na Sua exigência de que carreguemos a cruz; antes significa que a Cristandade atual se afastou dos padrões do Novo Testamento.
Até agora temos mudado tanto que isto pode necessitar nada menos do que uma nova reforma para restaurar a cruz para o seu lugar correto na teologia e vida da Igreja.
Do livro: A Raiz do Justo.
Nota sobre o Autor: O Dr. A. W. Tozer era pastor da Southside Alliance Church, em Chicago. Ele é conhecido como um dos mais famosos pregadores deste século e como "um profeta" da nossa geração.
(Fonte: site Urro do Leão - http://www.urrodoleao.com.br)
A cruz dos velhos tempos Romanos não conhecia acordo; ela nunca fez concessões.
Ela venceu todas as suas disputas matando o seu oponente e silenciando- o de uma vez para sempre. Ela não poupou Cristo, mas o matou assim como os outros. Ele estava vivo quando O penduraram naquela cruz e completamente morto quando O tiraram dela seis horas mais tarde.
Isso era a cruz, a primeira vez que apareceu na história Cristã. Depois que Cristo foi levantado da morte os apóstolos saíram para pregar Sua mensagem, e aquilo que pregavam era a cruz.
Onde quer que eles fossem pelo mundo afora carregavam a cruz e o mesmo poder revolucionário ia com eles.
A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de um perseguidor de Cristãos para um crente gentil e um apóstolo da fé.
O poder da cruz transformou homens maus em bons. Ela livrou a longa escravidão do paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo Ocidental.
Tudo isto ela fez e continua a fazer enquanto for permitido permanecer sendo o que era originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudada de algo de morte para algo de belo.
Quando os homens fizeram dela um símbolo, pendurando- a aos seus pescoços como um ornamento ou fizeram seu esboço diante das suas faces como um sinal mágico para repelir o maligno, então ela se tornou na melhor das hipóteses um fraco emblema, e na pior das hipóteses um fetiche positivo. Como tal ela é venerada hoje em dia por milhões que não sabem absolutamente nada sobre o seu poder.
A cruz alcança seu fim pela destruição de um padrão estabelecido, a vítima, e cria um outro padrão, seu próprio. Assim, ela tem sempre seu estilo.
Ela vence através da derrota do seu oponente e imposição da sua vontade sobre ele.
Ela sempre domina. Ela nunca se compromete, nunca negocia nem concede, nunca renuncia um ponto por motivo de paz. Ela não se importa com a paz; ela se importa somente em acabar com sua oposição o mais rápido possível.
Com perfeito conhecimento de tudo isto Cristo disse, “Se alguém quer vir após mim, negue- se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga- me” (Mt 16:24).
Assim a cruz não somente provoca um fim à vida de Cristo, ela também dá fim à primeira vida, a velha vida, de cada um dos Seus verdadeiros seguidores. Ela destrói o velho padrão, o padrão de Adão, na vida do crente e o conduz a um fim. Então o Deus que ressuscitou Cristo da morte ressuscita o crente e se inicia uma nova vida. Isto, e nada menos, é Cristianismo verdadeiro, entretanto não podemos deixar de reconhecer a divergência crucial deste conceito daquele defendido pelos membros evangélico de hoje.
Porém não ousamos qualificar a nossa posição. A cruz permanece bem acima das opiniões dos homens e para aquela cruz todas as opiniões devem finalmente ir para julgamento.
Uma liderança superficial e mundana modificaria a cruz para agradar os entretenimentos loucos dos religiosos que terão a sua diversão mesmo dentro do santuário; mas agir assim é procurar desastre espiritual e se expor ao perigo da ira do Cordeiro transformado em Leão.
Devemos fazer algo com relação à cruz, e somente uma de duas coisas podemos fazer: fugir dela ou morrer nela.
Se formos tão imprudentes para fugir devemos por este ato pôr de lado a fé de nossos pais e fazer do Cristianismo alguma outra coisa exceto o que ele é.
Então teremos deixado somente a vazia linguagem da salvação; o poder se apartará com nosso apartamento da verdadeira cruz.
Se formos sábios faremos o que Jesus fez; enfrentaremos a cruz e desprezaremos a vergonha pela alegria que está colocada diante de nós. Fazer isto é entregar todos os padrões das nossas vidas para serem destruídos e reconstruídos no poder de uma vida eterna. Descobriremos que isto é mais do que poesia, mais do que doce melodia e sentimento nobre. A cruz cortará em nossa vida onde ela fere mais, sem poupar nem a nós nem nossas reputações cuidadosamente cultivadas. Ela vai nos derrotar e levar nossas vidas egoístas a um fim. Somente então poderemos nos levantar em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida completamente novo, livre e repleto de boas obras.
A mudança de atitude em relação a cruz que vemos na ortodoxia moderna não prova que Deus tenha mudado, nem que Cristo tenha facilitado na Sua exigência de que carreguemos a cruz; antes significa que a Cristandade atual se afastou dos padrões do Novo Testamento.
Até agora temos mudado tanto que isto pode necessitar nada menos do que uma nova reforma para restaurar a cruz para o seu lugar correto na teologia e vida da Igreja.
Do livro: A Raiz do Justo.
Nota sobre o Autor: O Dr. A. W. Tozer era pastor da Southside Alliance Church, em Chicago. Ele é conhecido como um dos mais famosos pregadores deste século e como "um profeta" da nossa geração.
(Fonte: site Urro do Leão - http://www.urrodoleao.com.br)
sexta-feira, 13 de julho de 2007
A Fé Ri das Impossibilidades (Leonard Ravenhill)
Pedro na prisão! Que abalo!
Estamos muito longe da cena real para capturar a atmosfera de horror que os Cristãos sentiram neste dia.
Pedro foi movido do Pentecostes para a prisão, dos insultos para a lança. Ele foi guardado por dezesseis soldados.
Pergunte a si mesmo o porque de um homem indefeso necessitar de um semelhante grupo para vigiá-lo.
Poder-se-ia ser que Herodes temeu o sobrenatural, visto que ele soube que Jesus escapou de um grupo semelhante que O guardava?
Se Pedro tivesse sido cercado por cento e dezesseis soldados, o problema não seria aumentado nem a fuga seria menos certa.
Pedro não estava confinado somente pelas duas correntes, mas também pelas grossas paredes da prisão, pelas três divisões da prisão e finalmente por um portão de ferro.
Quando Pedro estava na prisão, a igreja organizou um plano para libertá-lo? Não.
Quando Pedro estava encarcerado, os crentes ofereceram uma petição a Herodes ou sugeriram um preço para oferecer aos legisladores para sua liberdade? Não.
Pedro tinha libertado outros na hora da oração; agora outros deveriam crer na sua libertação.
Com freqüência através do livro de Atos, que poderia ser chamado Os Atos da Oração, encontramos oração e mais oração.
Escave no livro e descubra este poder que motivava a igreja primitiva.
No capítulo doze de Atos encontramos um grupo que orava.
Apesar de um exército acampado contra Pedro, nisto aqueles crentes confiavam: havia um Deus que poderia e que livraria.
A operação de resgate que nunca falhou foi a oração. Não havia limites nas orações daqueles que fizeram intercessão por Pedro.
A oração era feita sem cessar pela igreja à Deus por ele. Eles não estavam preocupados se Herodes morreria ou não.
Eles não oraram para que eles pudessem escapar do destino de Pedro. Eles não pediram que eles tivessem outro êxodo para uma nação mais hospitaleira.
Eles oraram por uma pessoa: Pedro. Eles oraram por uma coisa: sua libertação.
A resposta provou o prometido: "E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis".
Alguns pobres intérpretes desta história têm disto que quando aqueles que oravam ouviram que Pedro estava à porta, não acreditaram. Eu não posso aceitar esta suposição.
Estou certo de que eles oraram com esperança.
Eu gosto de pensar que eles ficaram por um momento chocados com a instantaniedade da resposta. Eles poderiam ser escusados se tivessem levantado suas sobrancelhas quando Pedro disse: "Eu escapei facilmente com a escolta de um anjo" (Próxima vez que você passar na porta mágica automática em seu supermercado, lembre-se que a primeira porta a abrir-se de seu próprio acordo foi funcionada de cima!).
Libertações operadas por anjos parecem não encontrar lugar na nossa teologia moderna. Talvez gostaríamos que o Senhor respondesse nossas orações com o mínimo embaraço para nós. Além do mais, quem esperará que as filas angelicais sejam perturbadas para trazer libertação a uma alma que ora?
Porém, aconteceram resultados sobrenaturais para muitos dos santos que oravam nos dias apostólicos. O Senhor usou um terremoto devastador para a libertação do apóstolo.
A oração é uma dinamite.
Não há nenhuma arma fabricada contra a oração que possa neutralizá-la.
Algumas coisas podem atrasar as respostas à oração, mas nada pode parar o supremo propósito de Deus.
"Se tardar, espera-o". O primeiro requerimento na oração é crer.
- Crer que Deus é "galardoador dos que O buscam".
- Crer que Deus está vivo e que, portanto tem poder não somente para a libertação de Pedro, mas também para a nossa.
- Crer que Deus é amor e que Ele tem cuidado dos Seus.
- Crer que Deus é poder e, portanto nenhum poder pode opor-se a Ele.
- Crer que Deus é verdadeiro e, portanto não pode mentir.
- Crer que Deus é bom e que Ele nunca abdicará Seu trono ou falhará em Sua promessa.
Refletindo sobre a história de Pedro, fui repreendido, humilhado, envergonhado e atormentado. Por que? Porque há grandes santos de hoje em dia, Watchman Nee por exemplo, que por anos têm sofrido e têm permanecido cativos pelos comunistas e outros.
Muitos dos santos de hoje estão quietos na prisão.
O mesmo destino tem sucedido a algumas testemunhas escolhidas de Deus no Vietnã e em Congo.
Tais perigos a outros membros do Corpo demandam preocupação, concentração e consagração para um plano comprometido de oração em favor deles.
Eu temo que orações não têm sido feitas a Deus sem cessar por estes sofredores membros da família.
O Sr. Bunyan nos mostra seu Cristão cativo pelo Gigante Desespero no Castelo da Dúvida.
A chave para sua libertação foi Promessa.
Nós Cristãos estamos no cativeiro em muitos níveis hoje pessoais, domésticos, da igreja e de iniciativa missionária.
Mas as correntes se quebram e as masmorras caem quando a oração é feita pela igreja à Deus:
- Oração sem cessar;
- Oração que destrói nossa situação atual;
- Oração que nos drena de qualquer outro interesse;
- Oração que nos emociona por suas imensas possibilidades;
- Oração que veja Deus como Aquele que do alto governa, Todo-Poderoso para salvar;
- Oração que ria das impossibilidades e grite: "Será feito";
- Oração que veja todas as coisas debaixo dos Seus pés [de Deus];
- Oração que é motivada com o desejo pela glória de Deus.
A oração de um crente pode tornar-se um ritual.
O lugar da oração é mais do que território onde atiremos todas nossas ansiedades, preocupações e temores.
O lugar da oração não é um lugar para deixar cair uma lista de compras diante do trono de um Deus com infinito suprimento e ilimitado poder.
Eu creio que o lugar da oração não seja somente um lugar onde eu perca meus fardos, mas também um lugar onde eu receba um fardo.
Ele compartilha meu fardo e eu compartilho a Seu fardo. "Meu jugo é suave e meu fardo é leve".
Para conhecer este fardo, devemos ouvir a voz do Espírito. Para ouvir esta voz, devemos calar e saber que Ele é Deus.
Esta hora calamitosa nos assuntos dos homens demanda uma igreja mais saudável do que a que temos.
Esta manifestação evidente do mal na juventude e na violação dos mandamentos de Deus por todo o mundo requer uma fé que não recua.
Podemos deixar nossas espadas de oração enferrujadas nas bainhas da dúvida?
Poderemos deixar nossas desentoadas harpas de oração penduradas nos salgueiros da descrença?
- Se Deus é um Deus de inigualável poder e inacreditável força,
- Se a Bíblia é a imutável Palavra do Deus vivo,
- Se a virtude de Cristo é tão nova hoje como quando Ele primeiro fez a oferta de Si mesmo a Deus depois de Sua ressurreição,
- Se Ele é o único mediador hoje,
- Se o Espírito Santo pode nos ressuscitar como Ele fez como nossos pais espirituais,
Então todas as coisas são possíveis hoje.
Os mares estavam agitados, os ventos estavam uivando, os marinheiros estavam chorando, os mastros estavam voando, as estrelas estavam escondendo-se, o Euro-aquilão explodindo.
As pessoas estavam encolhendo-se e gritando, gemendo e suspirando. Somente um homem estava louvando. Todos estavam esperando a morte, exceto Paulo.
No meio de uma cena de desespero, se alguma vez houve uma, Paulo clamou: "Senhores, eu creio em Deus" (Atos 27).
Como as coisas parecem estar totalmente diferentes estes dias, eu vou me unir a Paulo.
Eu vou dizer com fé: "Senhores, eu creio em Deus". Você se unirá a mim?
Estamos muito longe da cena real para capturar a atmosfera de horror que os Cristãos sentiram neste dia.
Pedro foi movido do Pentecostes para a prisão, dos insultos para a lança. Ele foi guardado por dezesseis soldados.
Pergunte a si mesmo o porque de um homem indefeso necessitar de um semelhante grupo para vigiá-lo.
Poder-se-ia ser que Herodes temeu o sobrenatural, visto que ele soube que Jesus escapou de um grupo semelhante que O guardava?
Se Pedro tivesse sido cercado por cento e dezesseis soldados, o problema não seria aumentado nem a fuga seria menos certa.
Pedro não estava confinado somente pelas duas correntes, mas também pelas grossas paredes da prisão, pelas três divisões da prisão e finalmente por um portão de ferro.
Quando Pedro estava na prisão, a igreja organizou um plano para libertá-lo? Não.
Quando Pedro estava encarcerado, os crentes ofereceram uma petição a Herodes ou sugeriram um preço para oferecer aos legisladores para sua liberdade? Não.
Pedro tinha libertado outros na hora da oração; agora outros deveriam crer na sua libertação.
Com freqüência através do livro de Atos, que poderia ser chamado Os Atos da Oração, encontramos oração e mais oração.
Escave no livro e descubra este poder que motivava a igreja primitiva.
No capítulo doze de Atos encontramos um grupo que orava.
Apesar de um exército acampado contra Pedro, nisto aqueles crentes confiavam: havia um Deus que poderia e que livraria.
A operação de resgate que nunca falhou foi a oração. Não havia limites nas orações daqueles que fizeram intercessão por Pedro.
A oração era feita sem cessar pela igreja à Deus por ele. Eles não estavam preocupados se Herodes morreria ou não.
Eles não oraram para que eles pudessem escapar do destino de Pedro. Eles não pediram que eles tivessem outro êxodo para uma nação mais hospitaleira.
Eles oraram por uma pessoa: Pedro. Eles oraram por uma coisa: sua libertação.
A resposta provou o prometido: "E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis".
Alguns pobres intérpretes desta história têm disto que quando aqueles que oravam ouviram que Pedro estava à porta, não acreditaram. Eu não posso aceitar esta suposição.
Estou certo de que eles oraram com esperança.
Eu gosto de pensar que eles ficaram por um momento chocados com a instantaniedade da resposta. Eles poderiam ser escusados se tivessem levantado suas sobrancelhas quando Pedro disse: "Eu escapei facilmente com a escolta de um anjo" (Próxima vez que você passar na porta mágica automática em seu supermercado, lembre-se que a primeira porta a abrir-se de seu próprio acordo foi funcionada de cima!).
Libertações operadas por anjos parecem não encontrar lugar na nossa teologia moderna. Talvez gostaríamos que o Senhor respondesse nossas orações com o mínimo embaraço para nós. Além do mais, quem esperará que as filas angelicais sejam perturbadas para trazer libertação a uma alma que ora?
Porém, aconteceram resultados sobrenaturais para muitos dos santos que oravam nos dias apostólicos. O Senhor usou um terremoto devastador para a libertação do apóstolo.
A oração é uma dinamite.
Não há nenhuma arma fabricada contra a oração que possa neutralizá-la.
Algumas coisas podem atrasar as respostas à oração, mas nada pode parar o supremo propósito de Deus.
"Se tardar, espera-o". O primeiro requerimento na oração é crer.
- Crer que Deus é "galardoador dos que O buscam".
- Crer que Deus está vivo e que, portanto tem poder não somente para a libertação de Pedro, mas também para a nossa.
- Crer que Deus é amor e que Ele tem cuidado dos Seus.
- Crer que Deus é poder e, portanto nenhum poder pode opor-se a Ele.
- Crer que Deus é verdadeiro e, portanto não pode mentir.
- Crer que Deus é bom e que Ele nunca abdicará Seu trono ou falhará em Sua promessa.
Refletindo sobre a história de Pedro, fui repreendido, humilhado, envergonhado e atormentado. Por que? Porque há grandes santos de hoje em dia, Watchman Nee por exemplo, que por anos têm sofrido e têm permanecido cativos pelos comunistas e outros.
Muitos dos santos de hoje estão quietos na prisão.
O mesmo destino tem sucedido a algumas testemunhas escolhidas de Deus no Vietnã e em Congo.
Tais perigos a outros membros do Corpo demandam preocupação, concentração e consagração para um plano comprometido de oração em favor deles.
Eu temo que orações não têm sido feitas a Deus sem cessar por estes sofredores membros da família.
O Sr. Bunyan nos mostra seu Cristão cativo pelo Gigante Desespero no Castelo da Dúvida.
A chave para sua libertação foi Promessa.
Nós Cristãos estamos no cativeiro em muitos níveis hoje pessoais, domésticos, da igreja e de iniciativa missionária.
Mas as correntes se quebram e as masmorras caem quando a oração é feita pela igreja à Deus:
- Oração sem cessar;
- Oração que destrói nossa situação atual;
- Oração que nos drena de qualquer outro interesse;
- Oração que nos emociona por suas imensas possibilidades;
- Oração que veja Deus como Aquele que do alto governa, Todo-Poderoso para salvar;
- Oração que ria das impossibilidades e grite: "Será feito";
- Oração que veja todas as coisas debaixo dos Seus pés [de Deus];
- Oração que é motivada com o desejo pela glória de Deus.
A oração de um crente pode tornar-se um ritual.
O lugar da oração é mais do que território onde atiremos todas nossas ansiedades, preocupações e temores.
O lugar da oração não é um lugar para deixar cair uma lista de compras diante do trono de um Deus com infinito suprimento e ilimitado poder.
Eu creio que o lugar da oração não seja somente um lugar onde eu perca meus fardos, mas também um lugar onde eu receba um fardo.
Ele compartilha meu fardo e eu compartilho a Seu fardo. "Meu jugo é suave e meu fardo é leve".
Para conhecer este fardo, devemos ouvir a voz do Espírito. Para ouvir esta voz, devemos calar e saber que Ele é Deus.
Esta hora calamitosa nos assuntos dos homens demanda uma igreja mais saudável do que a que temos.
Esta manifestação evidente do mal na juventude e na violação dos mandamentos de Deus por todo o mundo requer uma fé que não recua.
Podemos deixar nossas espadas de oração enferrujadas nas bainhas da dúvida?
Poderemos deixar nossas desentoadas harpas de oração penduradas nos salgueiros da descrença?
- Se Deus é um Deus de inigualável poder e inacreditável força,
- Se a Bíblia é a imutável Palavra do Deus vivo,
- Se a virtude de Cristo é tão nova hoje como quando Ele primeiro fez a oferta de Si mesmo a Deus depois de Sua ressurreição,
- Se Ele é o único mediador hoje,
- Se o Espírito Santo pode nos ressuscitar como Ele fez como nossos pais espirituais,
Então todas as coisas são possíveis hoje.
Os mares estavam agitados, os ventos estavam uivando, os marinheiros estavam chorando, os mastros estavam voando, as estrelas estavam escondendo-se, o Euro-aquilão explodindo.
As pessoas estavam encolhendo-se e gritando, gemendo e suspirando. Somente um homem estava louvando. Todos estavam esperando a morte, exceto Paulo.
No meio de uma cena de desespero, se alguma vez houve uma, Paulo clamou: "Senhores, eu creio em Deus" (Atos 27).
Como as coisas parecem estar totalmente diferentes estes dias, eu vou me unir a Paulo.
Eu vou dizer com fé: "Senhores, eu creio em Deus". Você se unirá a mim?
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